Registro está na coleção particular do cantor Elton John: 'É a imagem mais bonita de algo tão trágico'

'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos
'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos · Imagem: Source: www.terra.com.br

11 set 2026 - 04h58

Era um dilema horrível que ele [homem da foto] enfrentou, sufocar ou cair, e escolheu a segunda opção
Era um dilema horrível que ele [homem da foto] enfrentou, sufocar ou cair, e escolheu a segunda opção · Imagem: Era um dilema horrível que ele [homem da foto] enfrentou, sufocar ou cair, e escolheu a segunda opção Foto: Richard Drew para AP

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'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos
'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Redação Terra

'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos
'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos · Imagem: Source: www.terra.com.br

Era um dilema horrível que ele [homem da foto] enfrentou, sufocar ou cair, e escolheu a segunda opção

'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos
'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Richard Drew para AP

'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos
'Falling Man': saga para descobrir identidade de homem em fotografia símbolo do 11 de setembro irritou família e envolveu vários veículos · Imagem: Source: www.terra.com.br

Uma das cenas mais impactantes dos ataques de 11 de setembro de 2021 é o do homem se jogando das torres gêmeas em chamas e prestes a desabar, em Nova York. No dilema horrível entre sufocar ou cair, ele escolheu a segunda opção.

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Ao fazer isso, não fazia ideia de que estava diante do olho de uma lente de câmera. Nenhuma ideia de que o mundo passaria a conhecê-lo como o "Homem Caído", um símbolo enigmático dos horrores daquele dia terrível de 25 anos atrás.

Alguns disseram que não havia necessidade de saber seu nome para não causar ainda mais dor à família, mas que ele deveria ser lembrado como um "homem comum" que representa todas as 2.977 vítimas inocentes que morreram naquele dia.

Inevitavelmente, porém, naqueles dias intensos pós-11 de setembro, a busca por sua identidade começou. Foi um esforço que se mostraria longo e complexo.

Nenhuma lista separada de "saltadores" jamais foi compilada. Todas as vítimas foram classificadas como homicídios pelo Médico Legista Chefe de Nova York. As estimativas de quantos havia variavam de um muito conservador 50 a mais de 200. Eles pulavam intermitentemente ao longo de cerca de 90 minutos.

A história da busca por 'Falling Man' começa pelo fotógrafo

Richard Drew, veterano da agência de notícias Associated Press, estava cobrindo um desfile de moda. Quando os aviões atingiram, ele pulou no metrô. Ele chegou ao local e começou a tirar fotografias. Seu trabalho era registrar a história, assim como fez ao fotografar o assassinato de Robert F. Kennedy em uma cozinha do Ambassador Hotel em Los Angeles em 1968.

Aos 15 segundos depois das 9h41 do dia 11 de setembro de 2001, sua câmera disparou. Em 12 de setembro, a fotografia resultante foi publicada em jornais ao redor do mundo, incluindo o The New York Times.

Depois, a fotografia desapareceu das notícias por vários anos

Nos dias após o ataque terrorista, um repórter de um jornal canadense foi encarregado de identificar o homem na fotografia controversa. Ele melhorou a imagem e procurou em cartazes de desaparecidos em Nova York por uma possível correspondência.

Havia várias pistas. O homem era alto e magro. Ele parecia ter barba tipo cavanhaque e cabelo curto. Ele usava sapatos altos pretos e uma jaqueta estilo túnica que parecia o uniforme do restaurante Windows on the World, que ficava nos andares 106 e 107 da Torre Norte. Nenhum dos funcionários ou convidados do Windows on the World sobreviveu.

O repórter viu um cartaz de desaparecido de Norberto Hernandez, 42 anos, confeiteiro no Windows on the World, que media 1,88m. Ele mostrou a foto para a irmã de Hernandez, e ela acreditou que era o irmão dela. No entanto, o restante da família católica ficou horrorizado. Pois pular seria suicídio, diziam, e ele estaria no inferno. Não podia ser ele.

Alguns anos depois, Tom Junov, da revista Esquire, assumiu a busca, e foi seu artigo investigativo que nomeou a figura de "Falling Man", estabelecendo também sua identidade mais provável.

Ao conversar com o fotógrafo, ele descobriu que a câmera havia tirado uma dúzia de quadros em rápida sucessão. No final, a camisa do homem saiu e uma camiseta laranja distinta ficou visível por baixo. Isso descartou Hernandez, que não possuía camiseta laranja.

Engenheiro de som do restaurante Windows on the World

Vários nomes surgiram durante a investigação de Junod, mas o mais provável era Jonathan Briley, 43 anos, engenheiro de som no Windows on the World. Ele usava sapatos pretos altos, tinha 1,96m de altura, e frequentemente usava uma camiseta laranja por baixo das roupas de trabalho. Após sua morte, a viúva de Jonathan guardou suas roupas, então ainda não se sabe se ele usou a camiseta laranja naquele dia.

Um quarto de século depois, a irmã de Jonathan, Gwen Briley-Strand, de 72 anos, continua assistindo a cobertura do aniversário todos os anos. "Há momentos em que parece que se passaram 25 anos, mas, por outro lado, há momentos em que parece que foi ontem", disse ela ao Daily Mail. "É uma onda de luto. Alguns anos são melhores que outros."

Gwen lembra como Jonathan sofria de asma e teria sido rapidamente afetado pela fumaça. Ele também era profundamente religioso e, seis meses antes de sua morte, havia sido ordenado diácono, e colaborava nas cerimônias presididas pelo pai, um pastor batista.

Jonathan cresceu tocando música gospel no piano e aprendeu guitarra sozinho. Após se formar na Universidade de Nova York, trabalhou como engenheiro de som para a Hilton and Marriott, além da Windows on the World, onde adorava admirar as vistas incríveis nas primeiras horas da manhã quando o sol nascia.

Na semana anterior ao 11 de setembro, Jonathan se juntou a Gwen e ao marido dela em uma viagem de uma semana para a Flórida. "Foi um presente de Deus podermos aproveitar esse tempo", disse Gwen. "Estávamos bem ali à beira do oceano e levantávamos, tomávamos café e assistíamos ao nascer do sol. Foi realmente especial, porque ele decidiu se juntar a nós no último minuto."

Foi a última vez que viu o irmão. Em 8 de setembro, ele voou de volta para Nova York.

Ela já viu algumas vezes a fotografia do "Homem Caído", mas não gosta maius de ver. "A fotografia trouxe muita dor a tantas pessoas quando tentavam descobrir quem era essa pessoa", disse ela. "Lembro de ouvir falar que uma família profundamente católica disse que o homem que pulou cometeu suicídio e esse é um pecado imperdoável."

Quando a atenção em torno da fotografia se voltou para Jonathan, sua família ficou "muito magoada", disse ela. "Isso trouxe algum conforto a outras famílias que sentiam que, se fosse seu ente querido, estavam condenados e não havia esperança", disse ela. "Para falar a verdade, parece com meu irmão."

"No fim das contas, não deveria importar quem estava na fotografia", ela disse. "Eu realmente acredito nisso. Acredito que ele representou todas aquelas quase três mil pessoas que tiveram que passar por aquele horrível dia de 11 de setembro."

No aniversário, ela vai se lembrar de Jonathan, o irmão do meio de cinco irmãos. Um desses irmãos é Alex Briley, membro original do Village People, que se apresentava vestido de soldado.

A mãe deles costumava dizer que Jonathan tinha "barriga oca" porque comia muito no Dia de Ação de Graças. Ele era uma "alma gentil" que sempre sabia onde todos os irmãos estavam, que amava pessoas e tecnologia. "A última vez que quis entrei em contato com o Jonathan, foi por um pager", disse Gwen. "Ele adoraria os celulares que temos agora. Ele sempre gostou de tecnologia, e adoraria ver o quanto avançamos nesses 25 anos."

Hoje, a fotografia está na coleção particular do Elton John. "É a imagem mais bonita de algo tão trágico", disse certa vez o cantor e colecionador. "Provavelmente é uma das fotografias mais perfeitas já tiradas."

Fonte: Portal Terra

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